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Campo de Missão do Externato SVP (Lisboa) - Hermano Faria

Olá! Hermano Faria, grupo de jovens da Refontoura Kyrius, 19 anos.


Porque decidi fazer missão?
Bom resumindo, após ver o cartaz dos campos de missão fiquei com uma curiosidade mas porém deixei-me andar na minha vidinha. Entretanto num dia, sentia algo a “chamar” a insistir para que eu fosse para um campo de missão, achei estranho admito porque não é normal, mas aceitei.


Admito, foi a semana que aprendi mais, nem 3 anos de curso aprendi assim tanto. Senti-me feliz, senti-me capaz de fazer alguma coisa de jeito. Também admito que o primeiro dia não foi fácil e talvez surgiu ali uma vontade de meter-me num comboio e voltar á terrinha, mas não, a vontade, força e fé eram mais forte que isso, e também tinha uns bons amigos que não deixavam ninguém ir abaixo.


Bom, fiz bastantes atividades/desafios, de manhã cedinho tinha de ajudar um senhor com muita sabedoria e engraçado a arranjar-se e leva-lo para o pequeno-almoço. O principal de todos era ajudar a irmã Celeste com almoços, lanches e até mesmo jantares para emigrantes refugiados e sem abrigos.


Não foi fácil, pois conhecer as histórias deles foi um pouco triste mas vê-los ali felizes e unidos entre si, deixa muito a pensar acreditem. Outra dificuldade, mas esta não tão grande, foi o comunicar, como disse muitos eram emigrantes refugiados, dai o português não ser lá muito o forte deles e utilizar um português-inglês, mas safei-me bem.


Os senhores e senhoras do lar, o lar das irmãs, os sem-abrigo e emigrantes e os meninos da escola são tão amáveis, bondosas, engraçadas, divertidas, são incríveis. Recebi beijinhos, elogios, abraços, lemas de vida, histórias fantásticas, piadas muito boas, sorrisos, força para não desistir dos meus sonhos, e força para mudar.


As orações, adorei, todas elas, mesmo aquelas paras as quais tive de fazer um “esforçozinho” para acordar cedo. Tudo valeu a pena.
Conhecer estes meus novos amigos foi incrível, cada um com uma personalidade diferente, divertidos, responsáveis e mais uma panóplia de adjetivos positivos mas acima de tudo com um espirito voluntário enorme.


Será para repetir claro. Se irei esquecer esta fantástica semana? É claro que não, nunca, porque se não fosse, não sentia-me confiante, nem mais feliz, nem com mais sabedoria, não me sentia diferente. Bom e com isto tudo quero dizer que adorei, quero repetir, obrigado a todos pelo apoio, obrigado a quem me aturou durante essa semana (não é fácil acreditem) e haverá mais para partilhar numa próxima. 

 

 

 

Pensa um pouco:

“O cristão acolhedor é um verdadeiro dom para a Igreja, porque a Igreja é Mãe e uma mãe acolhe a vida e a acompanha”

Papa Francisco

Audiência com a Família Vicentina

Vaticano, 15 outubro 2017

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