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Ano Pastoral 2015-2016

"EDIFICA NA MISERICÓRDIA DE DEUS PAI"

Tema para o ano 2015/2016

 

Edifica na misericórdia de Deus Pai é o lema que nos vai congregar no próximo ano pastoral. Segundo o dicionário edificar é um verbo transitivo que vem do latim “aedificare” e pode significar: construir; erguer; levantar; induzir ao bem e à virtude, doutrinar. Sendo um verbo transitivo (não possui sentido completo sem um complemento) é o complemento que vai determinar o seu significado. E aqui o complemento já está bem determinado: a misericórdia de Deus.

A JMV, como Associação de jovens cristãos, desejada e querida por Maria, Mãe de Misericórdia, sente fortemente a convocatória do Papa Francisco para este Jubileu Extraordinário da Misericórdia: “Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o acto último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” (MV 2).

Com efeito, o próximo ano conduzir-nos-á, envolvidos pela misericórdia de Deus Pai, a dois momentos muito importantes na vida da nossa querida Associação, ambos vividos em Cracóvia: o Encontro Internacional de Jovens Vicentinos que tem como lema: Vicentino, fiel à caridade e a Jornada Mundial da Juventude que tem na quinta Bem-aventurança: Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia (Mt, 5,7) a sua força mobilizadora.

Caros JMV´s, como é bom poder edificar na misericórdia de Deus Pai tendo como alicerce as Bem-aventuranças. É sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Foi Jesus, o rosto da misericórdia do Pai, quem as proclamou no seu primeiro grande sermão. E que prega Ele? Prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos.

Na nossa vida, há muitos momentos em que vacilamos e perdemos o entusiasmo mas, se abrirmos a porta a Jesus, se nos deixarmos envolver pela sua misericórdia, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus pode dar. É verdade que as Bem-aventuranças são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media e pelo pensamento dominante. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.

“Jesus declara que a misericórdia não é apenas o agir do Pai, mas torna-se o critério para individuar quem são os seus verdadeiros filhos. Em suma, somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para connosco. O perdão das ofensas torna-se a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Tantas vezes, como parece difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver feliz”(MV 9).

São Vicente de Paulo e Santa Catarina Labouré descobriram nas catorze obras de misericórdia – sete corporais e sete espirituais – as diferentes declinações da caridade, vertendo esse dinamismo interior, que é o amor, em gestos, atitudes e obras, tornando claro que a caridade não é um mero sentimento ou uma opção facultativa, mas antes o modo de fazermos da «casa comum» um lugar habitável.

Caríssimos, a juventude “é o luxo de ter tempo para decidir que tipo de pessoa se pretende ser”. É o tempo do discernimento e da decisão. Jesus interpela-vos para que respondais à sua proposta de vida, para que decidais qual estrada quereis seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Ora, se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.

Na última Assembleia Nacional decidimos abrir o processo de revisão dos nossos Estatutos Nacionais. É, também agora, o tempo de decidir que tipo de “paredes” queremos para este edifício que é a nossa querida JMV. Contamos com contributo e a participação de todos.

“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia” (MV 10). Esta seja a trave mestra do edifício que queremos construir através das várias atividades, encontros, formações e celebrações que teremos ao longo deste ano pastoral.

E a terminar, voltemos o nosso olhar para Maria, Mãe da Misericórdia que a doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo, para podermos redescobrir a alegria da ternura de Deus que Ela canta no seu Magnificat, também ele dedicado à misericórdia que se estende de «geração em geração» (Lc 1, 50).

 

P. Fernando Soares, CM

Assessor Nacional JMV

 

PLANO DE ATIVIDADES 2015/2016 - Clica AQUI

 

Pensa um pouco:

"Um homem por caridoso que seja, se não for humilde, não terá caridade; e sem caridade, ainda que tenha bastante fé para transportar montanhas, ainda que desse os seus bens aos pobres e o seu corpo ao fogo, tudo lhe seria inútil."

S. Vicente de Paulo

(Coste XII, 210)

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